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Leucócitos – Glóbulos Brancos

Nosso corpo têm um sistema especial para combater diferentes infecções e agentes tóxicos.

Esse sistema vai ser formado pelos leucócitos (glóbulos brancos) e células teciduais derivados desses leucócitos.

Esse sistema vai se unir de trabalhar de duas formas:

1- Pela destruição real desses agentes invasores, pela fagocitose;

2- Pela formação de anticorpos e linfócitos sensibilizados, capazes de destruir ou inativar esses invazores.

LEUCÓCITOS: são unidades móveis desse sistema protetor do corpo, são formados em parte na medula óssea e outras no tecido linfático. Após a sua formação, eles vão para a corrente sanguínea onde serão transportados para onde for necessário. O valor real dos glóbulos brancos é que eles são especificamente transportados para áreas de infecções e inflamações graves, promovendo uma rápida fonte de defesa.

Existem 6 tipos de glóbulos brancos:

– Neutrófilos polimorfonucleares;

– Eosinófilos polimorfonucleares;

– Basófilos polimorfonucleares;

– Monócitos;

– Linfócitos;

– Plasmócitos, ocasionalmente.

Além desses é encontrado um grande número de plaquetas, que são fragmentos de outros tipo de células semelhantes aos linfócitos encontrados na medula óssea, os megacariócitos.

CONCENTRAÇÃO DOS DIFERENTES GLÓBULOS BRANCOS NO SANGUE:

O ser humano adulto possui cerca de 7.000 leucócitos por microlitro de sangue, em comparação com as hemácias, que são de 5 milhões.

– Neutrófilos polimorfonucleares: 62,0%

– Eosinófilos polimorfonucleares: 2,3%

– Basófilos polimorfonucleares: 0,4%

– Monócitos: 5,3%

– Linfócitos: 30,0%

– O número de plaquetas (que são fragmentos de células) a cada microlitro de sangue é de normalmente 300 mil.

GÊNESE DOS LEUCÓCITOS:

São em boa parte produzidos na medula óssea.

As células troncos se diferenciam em outros tipos de células como, quatro tipos de células-comprometidas, para a formação de hemácias e,

também são formadas duas grandes linhagens de leucócitos, as linhagens mielocítica e linfocítica.

A mielocítica, começa do mieloblasto, se diferenciando em: neutrófilo, eosinófilo e basófilo.

Já a linfocítica, começa com  o linfoblasto, formando os linfócitos T e B.

Os megacarócitos também são formados pela medula óssea, onde se fragmentam em pequenos pedaços, conhecidos como palquetas ou trombócitos, sendo muito importantes para a coagulação sanguínea.

Os leucócitos produzidos pela medula, ficam armazenados até que sejam necessários no sistema circulatório. Quando surge essas necessidades, varios fatores influenciam nessa liberação. Essa quantidade armazenada na medula, representa um suprimento de cerca de seis dias.

Já os linfócitos, são armazenados em sua maioria nos tecidos linfóides, exceto o número que está temporariamente transportado pelo sangue.

TEMPO DE VIDA DOS LEUCÓCITOS:

A vida dos Leucócitos após a sua liberação na circulação dura em torno de 4 a 8 horas, já nos tecidos onde são necessários é de 4 a 5 dias.

Quando ocorre uma infecção aguda, a vida dos leucócitos diminuem em horas, pois eles se dirigem com rapidez ainda maior à area infectada.

Já os linfócitos, são liberados gradualmente  no sistema circulatório, junto com a drenagem da linfa e dos linfonodos. Depois de alguma horas, passam do sangue de volta para os tecidos por diapdese. Então, passando algum tempo, eles reentram na linfa e retornam para o sangue várias vezes. Os linfócitos tem sobrevida que variam de semanas a meses, dependendo na necessidade do corpo.

DESCRIÇÃO DOS TIPOS CELULARES:

P.S: ↑ Leucócito – Leucocitose

↓ Leucócito – Leucopenia

Corantes: Hematoxilina (de carater básico) – Azul

Eosina (de carater ácido) – vermelho

1. Neutrófilo:

São as principais células de combate à bactérias, e está muito presente em inflamações agudas.

Possuem um núcleo segmentado, com cromatina densa e de cor violeta, enquanto o citoplasma é de cor salmão, com pequenas granulações, por vezes de difícil visualização.

Sendo considerados os Leucócitos mais numeroso no sangue periférico.

Neutrófilos jovens (bastão) não se encontram no sangue periférico.

Os neutrófilos são também chamados de segmentados, pois conforme o tempo, o seu núcleo sofre estrangulamentos.

Valor Relativo: 45-65%

Valor Absoluto: 2400 – 6200/mm³

↑ Neutrófilos: neutrofilia

↓ Neutrófilos: neutropenia

Desvio Nuclear à Esquerda: é caracterizada pela presença aumentada de bastões (neutrófilos jovens) no sangue periférico, sendo indicativo em quadros de infecções e/ou quadros inflamatórios agudos.

As granulações dos neutrófilos contém proteínas enzimáticas:

Mieloperoxidase: esses sistema baseia-se na degradação do peróxido de hidrogênio (H2O2) resultando como produto final (O¯Cl), um poderoso anti-séptico que atua vedando (destrói da parede celular) a parede bacteriana, impedindo a troca metabólica.

Proteína de aumento da permeabilidade: É uma glicoproteína que se liga aos fosfolipídeos da membrana celular, causando uma dilatação dos poros da membrana, destruindo a bactéria por osmose.

Colagenase: Enzima que degrada colágeno. (causando uma lesão irreversível no tecido, chamado de necrose). Essa colagenase degrada o colágeno do tecido para que ele se torne mais líquido, e forme uma ferida para facilitar a saída do piócito (neutrófilos degenerados) e da piogênese (secreção purulenta “pus”).

2.Eosinófilo:

São células que tem o seu número aumentando no organismo somente em reações alérgicas ou infecção por elmintos (vermes). Possuem uma capacidade fagocítica baixa, porém são capazes de quimiotaxia.

Eosinófilos possuem um núcleo segmentado, com cromatina densa de cor violeta, enquanto o citoplasma é recoberto por granulações que variam do laranja ao vermelho.  Essas granulações eosinofílicas liberam enzimas que atuam na diminuição do processo alérgico e toxinas, também causam uma paralisia e lesão na cutícula dos elmintos.

Valor Relativo: 0-5%

Valo Absoluto:0-500/mm³

3. Basófilo:

São os leucócitos mais raros do sangue periférico.

Possuem granulações que variam do azul escuro ao preto, apresentam núcleo segmentado, citoplasma recoberto por granulações espessas e volumosas, que tornam difícil a sua visualização.

São responsáveis pela liberação de mediadores inflamatórios de ação rápida diretamente na corrente sanguínea, o que irá resultar em um choque anafilático sistêmico. Gerando assim sintomas como queda de pressão, edema, aumento do Ph do estômago e morte.

Valor Relativo: 0-1%

Valor Absoluto: 0-100/mm³

4. Monócitos:

São os maiores Leucócitos do sangue, possuindo atividade fagocitária e digestivade moléculas antigênicas e de macromoléculas de dificil lise (quebra).

São células que possuem a capacidade de migrar para os tecidos, se transformado em outras, chamados de  macrófago.

Apresenta núcleo grande, central, de cromatina frouxa, corado com cor violeta claro e grande volume citoplasmático, de coloração que variam de cinza à azul claro.

Valor Relativo: 1-10%

Valor Absoluto: 100-1000/mm³

Sendo que ↑ de monócitos, causa uma monocitose.

5- Linfócitos:

São produzidos e diferenciados na medula óssea e no timo, e posteriormente  armazenados nos linfonodos, constituem a segunda maior população de leucócitos no sangue periférico.

Valor Relativo: 24-45%

Valor Absoluto: 1300-3700/mm³

São as menores células brancas (iguais ao tamanho das hemácias) no sangue periférico, possuem pouco citoplasma corado de azul e núcleo consensado e fortemente corado de violeto. O núcleo possui uma caracteristica de chanfrado.

↑ Linfocitofilia; ↓ Linfocitopenia.

A Leishmania tem tropia pela medula óssea, causando aplasia medular, causando uma anemia e uma leucopenia.

Existem os linfócitos atípicos (grandes) significa que o indivíduo está sofrendo uma presença viral aguda.

Linfócitos T: Possuem função de reconhecimento de antígenos além de estimular a proliferação de outros linfócitos.

Lt helper, Lt citotóxico e Lt supressor.

Linfócitos B: Transforma-se em plasmócito que será uma célula secretora de anticorpos com capacidade para migrar até o tecido infectado.

Linfócito NK: Responsável pela lise de células infectadas por vírus e células tumorais através da produção de leuporfirinas que destroem a membrana celular, induzindo as células-alvo (infectada) à apoptose, porém não produz resposta imune específica.

6- Leucócitos Teciduais:

Macrófagos: Fagocitose

Mastócito: Liberação de mediadores químicos

Plasmócito: Originado do LB, produção dos anticorpos (imunoglobulinas)

– Os monócitos são os leucócitos sanguíneos, ao passar para o tecido, se transformam em macrófagos. Essa modificação influi no aumento do volume e no aumento da quantidade de lisossomos.

– O movimento dos macrófagos ocorrem por pseudópodes (movimento amebóide); os macrófagos fazem esse movimento em direção as substâncias quimiotáticas para identificar o objeto e fagocitá-lo.

Imunidade: Mecanismo de proteger o organismo

Os Linfócitos B, é que são os precursores dos plasmócitos, que são capazes de produzir os anticorpos (imunoglobulina).

Classe dos Anticorpos:

  • IgA: Presentes em secreções e fluidos, lágrimas, suor, leite materno, secreções.  É responsável por protejer seus respectivos locais.
  • IgD: Está presentes em pequenas quantidades e tem função pouco conhecida.
  • IgE: Está presente nos processos alérgicos e infecções parasitárias.
  • IgG: Responsável pela memória imunológica e é o único que atravessa a placenta para dar imunidade ao feto, sendo portanto, a classe mais abundante.
  • IgM: Sua presença indica contato momentâneo com o antígeno, sendo a 2ª classe mais abundante.

Existem basicamente 3 tipos de imunidades:

IMUNIDADE NATURAL OU INATA:

é a imunidade inespecífica e que o corpo já contém em seus locais de risco, como:

Pele, mucosas, reflexo da tosse, espirro, secreções gástricas, Ph vaginal, neutrófilos, eosinófilos, macrófagos e todos os outros leucócitos, com exceção os linfócitos.

IMUNIDADE ADQUIRIDA (adaptativa):

– São produzidas pelos linfócitos B e T, anticorpos (estes fazem parte também da imunidade humoral).

Sendo caracterizado por:

-. especificidade;

-. memória;

-. produção de anticopos.

IMUNIDADE ADOTIVA:

Se diz respeito à transferencia de leucócitos, principalmente linfócitos e anticorpos de uma pessoa imune, a outra pessoa não imune.

Referências:

– Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.

– Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.

– Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996.

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