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A coagulação sanguínea, em condições normais, acontece sempre que um vaso se rompe e ocorre o sangramento, formando-se assim um coágulo dentro de poucos minutos  no local da ruptura, fazendo-se cessar esse sangramento.

Essa coagulação é responsável por diversas reações químicas, envolvendo principalmente um grupo específico de proteínas plasmáticas, chamadas de fatores de coagulação.

Hemostasia: é uma expressão que significa prevenção da perda de sangue. Sempre que ocorre o rompimento de um vaso, ocorre hemostasia pela atuação de várias sequências que irão conter esse sangramento.. que são eles: espasmo vascular, tampão plaquetário, coagulação do sangue e crescimento de tecido fibroso na região do coágulo com o intuito de fechar o vaso de modo permanente.

  • Espasmo Vascular: Após um vaso ser rompido, ocorre uma vasoconstrição no vaso roto que vai resultar na diminuiçao do fluxo sanguíneo desse vaso. Então quanto maior é o traumatismo de um vaso, maior será o espasmo. Ou seja, se um vaso for cortado com algum instrumento afiado, maior será o sangramento. Esse espasmo pode perdurar de 20 min há 1 hs, até que seja formado tampão plaquetário.
  • Tampão Plaquetário: É a tentativa das plaquetas em tampar o buraco do vaso. As plaquetas são fragmentos dos megacariócitos tendo uma concentração circulante no sangue de  200.00 a 400.00/mm³.

O mecanismo do tampão plaquetário : quando as plaquetas entram em contato com o colágeno da parede vascular, imediatamente começam a inchar e a ficar gosmentas, de modo que ficam coladas às fibras de colágenos e às outras plaquetas. Também liberam grandes quantidades de ADP, este por sua vez atua nas plaquetas vizinhas, fazendo com que elas se fixem as plaquetas que foram ativadas inicialmente. Por esse motivo, a quantidade fica aumentada, formando assim o tampão de plaquetas.

Se as rupturas forem diminutas, o tampão de plaquetas será o suficiente para estancar o sangramento, caso contrário teria que haver a formação de um coágulo.

  • Coágulo: O coágulo
  • começa a se formar de 20 a 30 segundos caso o trauma tenha sido muito grande, e de 1 a  2  minutos caso quando tiver sido coisa mínima.

Mecanismo de coagulação:

Fatores de coagulação: São conhecidos somente 13.

Sistema Fibrinolítico: heparina, plasmina, antitrombinaIII, PC e PS.

O sistema de coagulação acontecerá por duas vias, via intrinseca(no plasma), e extrinseca (parede do vaso).

Papéis do íon de cálcio é promover a reação dos dois mecanismos de coagulação, ou seja, se nao tiver a presença do calcio, nao haverá coagulação.

Esse sistema fibrinolítico é importante para que o sangue nao coagule em condições normais. Esses anticoagulantes atuam na destruição do trombo.

CONDIÇÕES QUE PROVOCAM O SANGRAMENTO EXCESSIVO NOS SERES HUMANOS:

Hemofilia: é a falta genética dos fatores VIII, IX e X no sangue, muitas das pessoas hemofílicas morrem na primeira infância devido o sangramento que não cessa. Porém muitos dos hemofílicos fazem transplantes de plasma e recebem esses fatores,  no que irá resultar na coagulação por alguns dias.

Trombocitopenia: significa falta de uma quantidade de plaquetas no sangue circulante, podendo ser. Essa doença é causada por anticorpos que atacam as próprias plaquetas, sendo assim chamado de “doença auto-imune”. Pacientes assim apresentam hemorragias diminutas, tanto na pele quanto em tecidos profundos. Essa tendencia do sangramento pode ser interrompida com a transfusão de sangue fresco ou de plaquetas isoladas.

Sangramento em pessoas com doenças hepáticas ou com falta de vitamina K: na doença hepática ou quando a vitamina k nao está disponível para o fígado, vários fatores de coagulação deixam de ser sintetizados, em essencial a protrombina e os fatores de coagulação VII, IX e X. Sendo que qualquer doença hepática tem tendência a causar problemas graves de sangramento.

GRUPOS SANGUÍNEOS O-A-B.

Antígenos A e B (aglutinógenos) ocorrem na membrana dos glóbulos vermelhos das pessoas.   Esses antígenos são também chamados aglutinógenos, por causarem com frequencia, a aglutinação das células sanguíneas. Devido a herança dos aglutinógenos, as pessoas podem apresentar  em suas células qualquer um desses antígenos ou os dois.

Os tipos sanguíneos podem ser:

O, A, AB e B, dependendo da ausência ou da presença dos aglutinógenos, sendo que na ausência dos aglutinógenos A e B, o sangue será do tipo O.

Se somente o A está presente, o sangue será tipo A. Se, somente o B, o sangue será tipo B, e se houver os dois, o sangue será tipo AB.

Quando o aglutinogênio do tipo A NÃO está presente, apresentará anticorpos designado aglutininas anti-A. Do mesmo jeito acontece quando não há a presença do aglutinógeno tipo B, terá a aglutinina anti-B. Essas aglutininas de desenvolvem no plasma. O sangue do tipo O não contém nenhum tipo de aglutinógeno, porém apresentará os dois tipos de aglutinina, anti-A e anti-B. E por fim, o sangue do tipo AB apresentará os dois tipo de aglutinógenos porém nenhuma aglutinina.

Em relação ao sistema Rh. Exitem 6 tipo de Rh, que são designados  C,c,D,d,E,e. O que prevalece na população é o antígeno(proteína) D. Qualquer pessoa que apresente essa proteína será Rh-positiva, ou caso não apresente, será Rh-negativa.

O sangue do tipo O será doador universal, ou seja, poderá ser doado para A, B, AB e inclusive ele mesmo.

Já o sangue do tipo A, poderá doar para ele mesmo e para o AB. O tipo B, também poderá doar  para ele mesmo e para AB.

Por fim, o sangue do tipo AB será um receptor universal, podendo receber qualquer tipo de sangue porém só poderá doar para ele mesmo.

Referências:

– Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.

– Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.

– Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996.

Anemias


Anemia significa deficiência de hemoglobina no sangue, que pode ser causado pela redução no número de hemácias ou pela redução de hemoglobina na célula.

Tipos e causas de algumas anemias:


  1. Por perda Sanguínea: Pode ser aguda ou crônica, tendo como exemplo traumas e menstruação respectivamente. Após a hemorragia rápida, o corpo repõe cerca de 1 a 3 dias a porção líquida do sangue, o plasma, levando a uma diminuição de células sanguíneas durante um determinado tempo, podendo ser normalizada dentro de 3 a 6 semanas caso nao ocorra mais hemorragias. Também pode aconter por influências de algums parasitas hematófagos.
  2. Por Hemólise: Hereditária, que pode ser a anemia falciforme, ou a adquirada, causa principalmente pela malária e doença hemolítica do recém-nascido.
  3. Por Deficiência na Eritropoiese (produção de eritrócitos): Pondendo ser carencial (Ferropriva e megaloblástica), hipoplásica (Leishmaniose) e por deficiência no estímulo (insuficiência renal).

ANEMIA fALCIFORME: éa hemoglobinopatia mais comum no nosso meio. O defeito está na estrutura molecular onde ocorre uma substituição da valina por ácido glutâmico na cadeia polipeptídica. Essa mudança leva a uma alteração estrutural na molécua de hemoglobina e na modificação na forma das hemácias. Essas hemácias contém uma adesividade (capacidade de se colar umas as outras) aumentada, ocorre frequentemente a formação de microtrombos. Como consequências existem dores intensas, acidentes cerebrais hemorrágicos e outras patologias.  Na anemia falciforme, a hemoglobina se cristaliza, se tornando insolúvel ao sangue. É caracterizada como MICROCÍTICA(tamanho pequeno)e HIPOCRÔMICA(pouca coloração).

Os sintomas mais clássicos são fadigas, fraqueza e palidez, e dor intensa nos membros principalmente em ambientes frios.

O único tratamento curativo para essa anemia é o transplante da medula óssea, porém, é um procedimento pouco realizado, é necessário maiores  estudos para se realizar com a segurança adequada.

ANEMINA FERROPRIVA:, o próprio nome já diz, privação de ferro. É a deficiência de Ferro e da vitamina B12, já que essa vitamina é a responsável pela absorção do ferro no intestino.

A principal característica dessa anemia, é que as hemácias serão microcíticas e hipocrômicas (tamanho pequeno e pouca coloração), devido uma ↓ na Hb (hemoglobina).

Causa um grande cansaço, falta de apetite, falta de ar, e a perversão do apetite também.

O tratamento é feito atravéz de uma dieta rica em ferro, podendo ser injetável e vitamina C.

ANEMINA MEGALOBLÁSTICA(perniciosa): Anemia onde as hemácias serão jovens e de tamanho grandes.

Ocorre a deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, estes são importantes reguladores essenciais na constituição das células.

Ocasionada dela ingestão deficiente ou produção insuficiente.

Essa anemia é caracterizadas por hemácias jovens no sangue, por produção insuficiente. O tratamento é feito por base de reposição.

ANEMIA POR DEFICIÊNCIA AO ESTÍMULO:

Pode ser causada pela insuficiência renal.

Sendo que o rim filtra o sangue e reabsorve 99%, eliminando somente 1%.

Ou seja, com essa baixa eliminação o rim reabsorve substâncias tóxicas que deveriam ser excretadas.

Com uma deficiencia renal cronica, o rim se torna incapaz de produzir o hormonio Eritropoietina, que é responsável pela estimulação da produção de hemácias.

Ocorre também uma perca de sangue pelo tudo digestivo.

O tratamento é feito atravez da administração de eritropoietina e de ferro endovenoso.

Referências:

– Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.

– Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.

– Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996.

O coração é formado por duas bombas distintas, sendo que uma delas bombeia sangue para os pulmões, enquanto a outra bombeia o sangue que sai dos pulmões para todo o corpo. O sangue passa por todo um circuito contínuo e fechado, que será chamado de sistema circulatório.

O sistema circulatório terá como função básica:

  • Transporte de gases;
  • Distribuição de nutrientes;
  • Distribuição de hormônios;
  • Transporte dos produtos finais do metabolismo;
  • Manutenção da temperatura corpórea;
  • Imunidade.

Características Básicas:

  • Sangue Venoso: ↓ [O2], ↑[CO2];
  • Sangue Arterial: ↑[O2], ↓[CO2];
  • Músculo (mm) Cardíaco: mm estriado, organizado de maneira sincicial e têm ritmicidade automática;
  • Sístole: Contração;
  • Diástole: Relaxamento;
  • Válvulas Cárdias: 1. Atrio-Ventriculares: Tricúspide e Mitral (bicúspide); 2. Semi-lunares: Pulmonar e Arterial.

Circulação:

  • O sangue venoso ao atingir o átrio direito (AD), trazido pelas grandes veias, é forçado pela contração, passar pela válvula tricúspide, enchendo o ventrículo direito (VD). O ventrículo direto bombeia o sangue através da válvula pulmonar para a artéria pulmonar, e daí para os pulmões. Nos pulmões, realiza a hematose (troca de CO2 por O2). O sague com O2 sai das veias pulmonares para o átrio esquerdo.  Ocorre a  contração do átrio esquerdo (AE), passando pela vávula mitral para o ventrículo esquerdo (VE), de onde, passa pela válvula aórtica, atinge a aorta, e toda a circulação sistêmica (tecido/troca de O2 por CO2).

RESUMO:

  1. Circulação Pulmonar:AD→  VD→ Pulmões →Hematose (CO2/O2) →AE;
  2. Circulação Sistêmica:AE → VE→ Tecido→ O2/CO2 → AD.

O som produzido pelo fechamento das válvulas átrio-ventriculares e semi-lunares  é chamado de bulhas cardíacas, sendo definidas como normais ao exame físico, as bulhas B1 e B2.

Controle da Ritmicidade:

– O marcapasso do coração é conhecido como Nodo Sinoatrial(SA). É ele quem produz os impulsos para a contração dos átrios (Sístole). Esse nodo se localiza na parede superior do átrio direito, perto do ponto de entrada da veia cava superior.

Visto que o nodo sinoatrial tem frequência mais elevada do que qualquer região do coração, os impulsos originados por ele são propagados para os átrios e ventrículos, estimulando essas regiões tão rapidamente que nunca conseguem ficar lentas até seus rítmos naturais. Sendo assim, ele passa a ser responsável pelo rítmo de todo o coração.

Após se ter originado no nodo SA, o impulso é propagado primeiro para os átrios, provocando sua contração. Poucos centésimos de segundo depois de ter saído do nodo SA, o impulso atinge então outro nodo, o Nodo Atrio-venticular. O nodo AV, também está situado na parede do átrio direito, mas localizado na parte inferior, próximo ao centro do coração. Bom, o Nodo AV retarda o impulso por poucos centésimos de segundo, antes de permitir a sua passagem para o ventrículo. Esse retardamento permite que os átrios forneçam sangue para os ventrículos, antes do início da contração ventricular. Após esse retardo o impulso é propagado com muita rapidez pelo sistema de Purkinje dos ventriculos, fazendo com que os dois ventrículos contraiam com força máxima dentro de poucos centésimos de segundo.

Controle Nervoso:

Estimulação simpática,  que ↑  a velocidade do fluxo sangúineo, ↑ a frêquencia cardíaca, ↑ a força de contração.

Estimulação Parassimpática, ↓ o metabolismo, ↓ Diminui a frequência cardíaca, ↓ a força de contração.

Débito Cardíaco:

– É o volume de sangue bombeado do coração.

– É o sistema autonômico, o tônus vascular e a frequência do impulso nervoso.

Pressão Arterial:

– Caracterizado pela força que o sangue exerce na parede do vaso.

Se:

↑ Pressão,  pode ocorrer o rompimento dos vasos sanguíneos.

↓ Pressão, baixa o fluxo sanguíneo, havendo uma deficiência de O2 e nutrientes para os tecidos.

Pressão Alta:

-Sistema Barorreceptor: Ocorre a dilatação das grandes artérias que contém receptores que enviam IN (impulso nervoso) para o centro vasomotor, que é inibido e ativa o sistema parassimpático, que reduz a atividade cardíaca, diminuindo assim a PA (pressão arterial).

Edema Pulmonar: É causado devido o má funcionamento do lado esquerdo do coração, ocorrendo o bloqueio da passagem sanguínea, acumulando sangue,  impedindo as trocas gasosas,  forçando a saída de líquidos para os pulmões em direção aos alvéolos.

Edema Tecidual: É a disfunção do lado direito do coração, causando um acúmulo de  sangue nos tecidos.

Inflamação

Inflamação ou flogose,  é uma resposta do organismo ao agente agressor, caracterizado pela saída de líquidos e de células do sangue para o interstício.

É sempre local e nunca generalizada, sendo também inespecífica, atuando sob diversos fatores.

Apesar das causas serem variadas, o mecanismo de ação é sempre o mesmo. O flogógeno (agente inflamatório) age sobre os tecidos induzindo a liberação de mediadores quimícos vasoativos, ou seja, irão atuar na parede do vaso, promovendo a sua vasodilatação e aumento da permeabilidade, com a saída de plasma e de células para o tecido lesionado.

Exitem dois tipo de mediadores químicos:

– MEDIADORES QUÍMICOS DE AÇÃO RÁPIDA: Como o próprio nome já diz, promove a liberação logo que entra em contato com o agente agressor, liberando:

Serotonina e Histamina (promovem a vasodilatação e ↑ da permeabilidade)

-MEDIADORES QUÍMICOS DE AÇÃO PROLONGADA: Estes são liberados dutante todo o processo inflamatório, até que o agente seja eliminado totalmente do tecido, sendo:

Bradicinina e Prostaglandia (promovem a vasodilatação, ↑ da permeabilidade e também promovem a quimiotaxia, que corresponde na atração de leucócitos para área atingida)

O leucócito que mais libera esses mediadores no interstício são os mastócitos. Esse mediadores irão atuar no vaso sangúineo, e logo em seguida começaram a aparecer os sinais flogísticos ou cardinais.

  • SINAIS FLOGÍSTICOS OU CARDINAIS:

São os sinais e sintomas característicos da reação inflamatória.

Com a hiperemia (aumento do fluxo sanguíneo), ocorre o primeiro sinal flogístico, o RUBOR, que é caracterizado pela vermelhidão.

Como o fluxo sanguíneo aumentou e o sangue contém uma certa temperatura,  acontece o segundo sinal, o CALOR, ocasionando o ↑ da temperatura do local.

O aumento da permeabilidade e do fluxo sanguíneo, consiste na saída de plasma para o interstício, causado o EDEMA.

Esse edema vai comprimir as terminações nervosas, juntamente com a prostaglandina que vai irritar essas terminações, ocasionando outro sinal flogístico que é a DOR.

PERDA DA FUNÇÃO vai ser o último sinal flogístico, pois essa inflamação pode ocasionar o impedimento da função fisiológica do local lesionado.

  • FASES DA INFLAMAÇÃO:
  1. Fase Irritativa: é a fase que perdura por toda a inflamação, caracterizada pela liberação de mediadores químicos decorrente da ação do agente agressor nos tecidos.
  2. Fase Vascular: consiste no aumento da permeabilidade do vaso e vasodilatação.
  3. Fase Exudativa: caracterizado pela formação de exudato celular e plasmático, oriundo do aumento da permeabilidade do vaso.
  4. Fase Degenerativa-Necrótica: fase em que evidenciam células mortas, necrosadas e produtos de degeneração.
  5. Fase produtiva-reparativa: multiplicação de células e reparação tecidual. O local lesionado pode regenerar (mesmo tipo de célula) ou cicatrizar (tecido fibroso). Essa éa fase final que visa recompor o tecido lesionado.

Referências:

– Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.

– Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.

– Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996.

Leucócitos – Glóbulos Brancos

Nosso corpo têm um sistema especial para combater diferentes infecções e agentes tóxicos.

Esse sistema vai ser formado pelos leucócitos (glóbulos brancos) e células teciduais derivados desses leucócitos.

Esse sistema vai se unir de trabalhar de duas formas:

1- Pela destruição real desses agentes invasores, pela fagocitose;

2- Pela formação de anticorpos e linfócitos sensibilizados, capazes de destruir ou inativar esses invazores.

LEUCÓCITOS: são unidades móveis desse sistema protetor do corpo, são formados em parte na medula óssea e outras no tecido linfático. Após a sua formação, eles vão para a corrente sanguínea onde serão transportados para onde for necessário. O valor real dos glóbulos brancos é que eles são especificamente transportados para áreas de infecções e inflamações graves, promovendo uma rápida fonte de defesa.

Existem 6 tipos de glóbulos brancos:

– Neutrófilos polimorfonucleares;

– Eosinófilos polimorfonucleares;

– Basófilos polimorfonucleares;

– Monócitos;

– Linfócitos;

– Plasmócitos, ocasionalmente.

Além desses é encontrado um grande número de plaquetas, que são fragmentos de outros tipo de células semelhantes aos linfócitos encontrados na medula óssea, os megacariócitos.

CONCENTRAÇÃO DOS DIFERENTES GLÓBULOS BRANCOS NO SANGUE:

O ser humano adulto possui cerca de 7.000 leucócitos por microlitro de sangue, em comparação com as hemácias, que são de 5 milhões.

– Neutrófilos polimorfonucleares: 62,0%

– Eosinófilos polimorfonucleares: 2,3%

– Basófilos polimorfonucleares: 0,4%

– Monócitos: 5,3%

– Linfócitos: 30,0%

– O número de plaquetas (que são fragmentos de células) a cada microlitro de sangue é de normalmente 300 mil.

GÊNESE DOS LEUCÓCITOS:

São em boa parte produzidos na medula óssea.

As células troncos se diferenciam em outros tipos de células como, quatro tipos de células-comprometidas, para a formação de hemácias e,

também são formadas duas grandes linhagens de leucócitos, as linhagens mielocítica e linfocítica.

A mielocítica, começa do mieloblasto, se diferenciando em: neutrófilo, eosinófilo e basófilo.

Já a linfocítica, começa com  o linfoblasto, formando os linfócitos T e B.

Os megacarócitos também são formados pela medula óssea, onde se fragmentam em pequenos pedaços, conhecidos como palquetas ou trombócitos, sendo muito importantes para a coagulação sanguínea.

Os leucócitos produzidos pela medula, ficam armazenados até que sejam necessários no sistema circulatório. Quando surge essas necessidades, varios fatores influenciam nessa liberação. Essa quantidade armazenada na medula, representa um suprimento de cerca de seis dias.

Já os linfócitos, são armazenados em sua maioria nos tecidos linfóides, exceto o número que está temporariamente transportado pelo sangue.

TEMPO DE VIDA DOS LEUCÓCITOS:

A vida dos Leucócitos após a sua liberação na circulação dura em torno de 4 a 8 horas, já nos tecidos onde são necessários é de 4 a 5 dias.

Quando ocorre uma infecção aguda, a vida dos leucócitos diminuem em horas, pois eles se dirigem com rapidez ainda maior à area infectada.

Já os linfócitos, são liberados gradualmente  no sistema circulatório, junto com a drenagem da linfa e dos linfonodos. Depois de alguma horas, passam do sangue de volta para os tecidos por diapdese. Então, passando algum tempo, eles reentram na linfa e retornam para o sangue várias vezes. Os linfócitos tem sobrevida que variam de semanas a meses, dependendo na necessidade do corpo.

DESCRIÇÃO DOS TIPOS CELULARES:

P.S: ↑ Leucócito – Leucocitose

↓ Leucócito – Leucopenia

Corantes: Hematoxilina (de carater básico) – Azul

Eosina (de carater ácido) – vermelho

1. Neutrófilo:

São as principais células de combate à bactérias, e está muito presente em inflamações agudas.

Possuem um núcleo segmentado, com cromatina densa e de cor violeta, enquanto o citoplasma é de cor salmão, com pequenas granulações, por vezes de difícil visualização.

Sendo considerados os Leucócitos mais numeroso no sangue periférico.

Neutrófilos jovens (bastão) não se encontram no sangue periférico.

Os neutrófilos são também chamados de segmentados, pois conforme o tempo, o seu núcleo sofre estrangulamentos.

Valor Relativo: 45-65%

Valor Absoluto: 2400 – 6200/mm³

↑ Neutrófilos: neutrofilia

↓ Neutrófilos: neutropenia

Desvio Nuclear à Esquerda: é caracterizada pela presença aumentada de bastões (neutrófilos jovens) no sangue periférico, sendo indicativo em quadros de infecções e/ou quadros inflamatórios agudos.

As granulações dos neutrófilos contém proteínas enzimáticas:

Mieloperoxidase: esses sistema baseia-se na degradação do peróxido de hidrogênio (H2O2) resultando como produto final (O¯Cl), um poderoso anti-séptico que atua vedando (destrói da parede celular) a parede bacteriana, impedindo a troca metabólica.

Proteína de aumento da permeabilidade: É uma glicoproteína que se liga aos fosfolipídeos da membrana celular, causando uma dilatação dos poros da membrana, destruindo a bactéria por osmose.

Colagenase: Enzima que degrada colágeno. (causando uma lesão irreversível no tecido, chamado de necrose). Essa colagenase degrada o colágeno do tecido para que ele se torne mais líquido, e forme uma ferida para facilitar a saída do piócito (neutrófilos degenerados) e da piogênese (secreção purulenta “pus”).

2.Eosinófilo:

São células que tem o seu número aumentando no organismo somente em reações alérgicas ou infecção por elmintos (vermes). Possuem uma capacidade fagocítica baixa, porém são capazes de quimiotaxia.

Eosinófilos possuem um núcleo segmentado, com cromatina densa de cor violeta, enquanto o citoplasma é recoberto por granulações que variam do laranja ao vermelho.  Essas granulações eosinofílicas liberam enzimas que atuam na diminuição do processo alérgico e toxinas, também causam uma paralisia e lesão na cutícula dos elmintos.

Valor Relativo: 0-5%

Valo Absoluto:0-500/mm³

3. Basófilo:

São os leucócitos mais raros do sangue periférico.

Possuem granulações que variam do azul escuro ao preto, apresentam núcleo segmentado, citoplasma recoberto por granulações espessas e volumosas, que tornam difícil a sua visualização.

São responsáveis pela liberação de mediadores inflamatórios de ação rápida diretamente na corrente sanguínea, o que irá resultar em um choque anafilático sistêmico. Gerando assim sintomas como queda de pressão, edema, aumento do Ph do estômago e morte.

Valor Relativo: 0-1%

Valor Absoluto: 0-100/mm³

4. Monócitos:

São os maiores Leucócitos do sangue, possuindo atividade fagocitária e digestivade moléculas antigênicas e de macromoléculas de dificil lise (quebra).

São células que possuem a capacidade de migrar para os tecidos, se transformado em outras, chamados de  macrófago.

Apresenta núcleo grande, central, de cromatina frouxa, corado com cor violeta claro e grande volume citoplasmático, de coloração que variam de cinza à azul claro.

Valor Relativo: 1-10%

Valor Absoluto: 100-1000/mm³

Sendo que ↑ de monócitos, causa uma monocitose.

5- Linfócitos:

São produzidos e diferenciados na medula óssea e no timo, e posteriormente  armazenados nos linfonodos, constituem a segunda maior população de leucócitos no sangue periférico.

Valor Relativo: 24-45%

Valor Absoluto: 1300-3700/mm³

São as menores células brancas (iguais ao tamanho das hemácias) no sangue periférico, possuem pouco citoplasma corado de azul e núcleo consensado e fortemente corado de violeto. O núcleo possui uma caracteristica de chanfrado.

↑ Linfocitofilia; ↓ Linfocitopenia.

A Leishmania tem tropia pela medula óssea, causando aplasia medular, causando uma anemia e uma leucopenia.

Existem os linfócitos atípicos (grandes) significa que o indivíduo está sofrendo uma presença viral aguda.

Linfócitos T: Possuem função de reconhecimento de antígenos além de estimular a proliferação de outros linfócitos.

Lt helper, Lt citotóxico e Lt supressor.

Linfócitos B: Transforma-se em plasmócito que será uma célula secretora de anticorpos com capacidade para migrar até o tecido infectado.

Linfócito NK: Responsável pela lise de células infectadas por vírus e células tumorais através da produção de leuporfirinas que destroem a membrana celular, induzindo as células-alvo (infectada) à apoptose, porém não produz resposta imune específica.

6- Leucócitos Teciduais:

Macrófagos: Fagocitose

Mastócito: Liberação de mediadores químicos

Plasmócito: Originado do LB, produção dos anticorpos (imunoglobulinas)

– Os monócitos são os leucócitos sanguíneos, ao passar para o tecido, se transformam em macrófagos. Essa modificação influi no aumento do volume e no aumento da quantidade de lisossomos.

– O movimento dos macrófagos ocorrem por pseudópodes (movimento amebóide); os macrófagos fazem esse movimento em direção as substâncias quimiotáticas para identificar o objeto e fagocitá-lo.

Imunidade: Mecanismo de proteger o organismo

Os Linfócitos B, é que são os precursores dos plasmócitos, que são capazes de produzir os anticorpos (imunoglobulina).

Classe dos Anticorpos:

  • IgA: Presentes em secreções e fluidos, lágrimas, suor, leite materno, secreções.  É responsável por protejer seus respectivos locais.
  • IgD: Está presentes em pequenas quantidades e tem função pouco conhecida.
  • IgE: Está presente nos processos alérgicos e infecções parasitárias.
  • IgG: Responsável pela memória imunológica e é o único que atravessa a placenta para dar imunidade ao feto, sendo portanto, a classe mais abundante.
  • IgM: Sua presença indica contato momentâneo com o antígeno, sendo a 2ª classe mais abundante.

Existem basicamente 3 tipos de imunidades:

IMUNIDADE NATURAL OU INATA:

é a imunidade inespecífica e que o corpo já contém em seus locais de risco, como:

Pele, mucosas, reflexo da tosse, espirro, secreções gástricas, Ph vaginal, neutrófilos, eosinófilos, macrófagos e todos os outros leucócitos, com exceção os linfócitos.

IMUNIDADE ADQUIRIDA (adaptativa):

– São produzidas pelos linfócitos B e T, anticorpos (estes fazem parte também da imunidade humoral).

Sendo caracterizado por:

-. especificidade;

-. memória;

-. produção de anticopos.

IMUNIDADE ADOTIVA:

Se diz respeito à transferencia de leucócitos, principalmente linfócitos e anticorpos de uma pessoa imune, a outra pessoa não imune.

Referências:

– Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.

– Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.

– Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996.

Hemácias

SANGUE

– 60% plasma

-40% células sanguíneas:

Hemácias (células anucleada)

Leucócitos (células de defesa do organismo)

Plaquetas (coagulação sanguínea)

Hemácias (Eritrócitos)

Formato: Bincôncavo, porém as formas das hemácias podem variar conforme as células sejam expremidas ao passarem pelos capilares, podendo ser deformada e assumindo qualquer forma sem que se a sua membrana distenda e se rompa, como outras células;

– As hemácias normais possuem 34% de proteína Hemoglobina (Hb), entretando,  quando a formação da hemoglobina é deficiente na medula óssea, pode cair até 20% ou menos.

– É uma célula anucleada;

Função: Transporte de gases através da hemoglobina;

– As hemácias possuem enzimas apesar de não terem núcleo, porém essas enzimas perdem suas funções, por isso elas morrem.

Concentração:

No homem: 5. 200 milhões/ mm³

Na mulher: 4.700 milhoes/mm³

– Origem: Medula Óssea -> Hemocitoblasto

-Tanto a Hemoglobina, como os outros leucócitos, exceto os linfócitos, sao produzidos na medula óssea, derivado de um único tipo celular, o hemocitoblasto, que passa por várias etapas de desenvolvimento, até chegar ao eritrócito.

Regulação da concentração de hemácias:

Duração máxima de 120 dias;

Com a quebra das hemácias, parte da hemoglobina formam bilirrubina ( resíduos das hemácias)

Esse número de células é regulado de modo que haja um número adequados de células para promover a oxigenação, sendo que em casos de anemia, altitudes elevadas, atividade física intensa, haverá uma produção maior de hemácias para suprir o corpo com a oxigenação necessária.

Ou seja, as hemácias serão controladas pela [ ] de O :

Baixa o nº de hemácias -> diminuindo o fornecimento de Ono tecido -> a hipóxia que estimula a produção de hemácias -> fazendo com que o rim secrete um hormônio -> ERITROPOIETINA (hormônio que uma vez liberado no sangue, perdura por 1 ou 2 dias, atuando na medula óssea, estimulando a formação de glóbulos vermelhos) -> aumentando a produção de hemocitoblasto -> mantendo o nº de hemácias constantes -> gerando uma alta na [ ] O₂.

Vitaminas Necessárias para a Maturação das Hemácias: Devido a contínua necessidade de reposição das hemácias, duas vitaminas são necessárias para a maturação dessas células, que são a Vitamina B12 e Ácido Fólico. Ambas são essenciais à síntese de DNA.

Por conseguinte, a falta dessas vitaminas, resulta na diminuição do DNA, e consequentemente, a falha da maturação nuclear e da divisão celular.

Deficiência de Maturação pela disabsorção de vitaminda B12: Causa a Anemina Perniciosa.

A carência de vitamina B12 nem sempre é causada pela falta dela, mas sim, pela deficiencia de absorção pelo tubogastrointestinal. Vai ser uma doença em que a mucosa gástrica vai ser incapaz de produzir secreções que contém uma substancia que se combina com a vitamina B12 do alimento, tornando-o capaz de ser absorvido e armazenado no fígado, sendo liberado gradualmente conforme a necessidade da medula óssea.

Combinação da Hemoblobina com o O2:

A característica mais importante da molécula de hemoglobina é de se combinar, de modo frouxo e reversível com O2, visto que a sua função primária, é captar O2 nos pulmões e liberar nos tecidos, de modo que essa combinação é reversível e totalmente rápida.

Metabolismo do Ferro:

O ferro é extremamente importante para a formação da hemoglobina e mioglobina e outras substancias essesncias.

Sendo que, em média corporal, o ferro em média está 65% na forma de hemoglobina,  4% na forma de mioglobina, 1% na forma de compostos heme (controlam a oxidação intracelular), 0,1% na forma de transferrina no plasma, e 15 a 30% armazenados no fígado, principalmente na forma de ferritina.

O Ferro vai ser absorvido pelo intestino delgado, combinado no plasma sanguíneo com a transferrina (combinado de modo frouxo, podendo ser liberado parar qualquer célula tecidual do corpo). O excesso de ferro absorvido vai ser armazenado nas células hepáticas (fígado) 60%, sob a forma de ferritina.

Ás hemácias ao serem destruídas, a hemoglobina liberada da célula é absorvida pelas células reticuloendoteliais (alguns leucócitos) que vão digerir as hemoglobinas, e vão liberar o ferro, que poderá assim ser armazenado novamente nos depósitos de ferritina, reutilizado para a formação de outra hemoglobina.

-Perda diária de Ferro: os homens excretam nas fezes cerca 0,6 mg de ferro diariamente. Já as mulheres, na perda menstrual, a perda será cerca de 1,3 mg por dia.

Absorção do Ferro: absorvido quase inteiramente no duodeno, por transporte ativo, apenas da forma ferrosa (Fe++), visto que a maior parte dos alimentos está na forma férrica (Fe+++), por isso há uma importância grande na seleção de alimentos e medicamentos.


Referências:

– Patologia, Bogliolo, Luigi, 1908 – 1981, 7. ed.

– Fisiologia Humana, Arthur C. Guyton, M.D., 6. ed.

– Tratado de Fisiologia médica do Dr. Arthur C. Guyton e John E. Hall, pela W.B. Saunders,1996.

· Sangue:

– 60% plasma

-40% células sanguíneas       Hemácias:  Célula anucleada;

Leucócitos: defesa do organismo;

Plaquetas: Coagulação sanguínea.